17 de maio de 2017

DA VELHICE DE TODOS NÓS



Eu podia ser poeta
Mas não parei pra rimar
Eu podia ser artista
Mas não parei pra pintar
Eu podia ser atleta
Mas não parei de correr
Contra o tempo implacável
Que me fez envelhecer

Hoje sou o meu retrato
Apagado, esmaecido
Sem as cores do passado
Há muito tempo esquecido
Sou a velhice esperando
O meu féretro passar
Qual sentinela da morte
Sem saudade, sem pesar

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