Sou a favor da legalização da
maconha sim, embora a possibilidade prática aqui no Brasil às vezes me assuste
um pouco. Penso, penso e não consigo sair totalmente de cima do muro, a não ser
confiando mais na educação.
Mas com certeza tenho algo contra
quem fuma: essa pessoa está alimentando o crime, e isso se parece muito com ser
cúmplice. Cada crime bárbaro cometido por um traficante tem um monte de usuário
como cúmplice.
Parece que a melhor maneira é
lutar pela legalização. Utopia mesmo seria ninguém querer fumar. E quando eu
digo que utopia seria ninguém fumar, nem me passa pela cabeça que se proíba:
penso em todas as pessoas tomarem consciência de que estão financiando o crime
e, por isso, decidirem não fumar, pelo menos até que alguma coisa seja feita
para que essa realidade mude. E poderiam, sem fumar até que conseguissem
fazê-lo de forma legal, lutar para mudar as leis para que pelo menos se
legalize o plantio para uso próprio. Isso certamente é utopia porque as pessoas
não vão parar de fumar pelo tempo que demorar para que fumar seja legal.
E tem outro detalhe importante:
Acho que nada pode ser totalmente resolvido se as soluções não forem mundiais e
não apenas desse ou daquele país. Ou seja, não vai deixar de ser problema
nunca. E as outras drogas?
Li uma vez uma revista com uma
matéria bem extensa a respeito da maconha e ela dava até mesmo razões
comerciais e políticas que foram usadas para a proibição da maconha e a não
proibição do tabaco. Não lembro detalhes, mas, de acordo com a revista, a
história dessa proibição não tinha muito a ver com uma preocupação com a saúde pública.
E a revista também expunha a pouca nocividade da maconha comparada ao tabaco.
De qualquer forma o que tenho a
dizer a respeito é: Sou a favor da legalização porque proibir nunca foi solução
para nada e os tempos da Lei Seca nos EUA é só um dos exemplos mais conhecidos
que mostram bem isso, mas sou a favor da legalização principalmente porque,
enquanto for crime, seu uso vai sustentar o crime.
Que eu saiba, não tem como sair
disso.
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