21 de junho de 2020

POR QUE FALO TANTO SOBRE DEUS?


Essa é uma pergunta instigante: Por que falo tanto nesse assunto deus? Eu já escrevi em um texto que falo porque me falam e é verdade; mas falam também às outras pessoas e não é muita gente que reage como eu, então, acho que a resposta não está completa. Talvez eu nem saiba dar uma resposta exata.

O fato é que ouvir o que as pessoas falam sobre deus sempre me incomodou, sempre teve na minha visão, ou intuição, sei lá, uma certa aparência de mentira que no começo eu não sabia definir bem, mas não perguntava nada porque minha mãe dizia que não se podia falar contra deus. Era pecado.

A primeira vez que li a bíblia fiquei horrorizada, aquela quantidade enorme de morte e violência em nome de deus, ordenadas, apoiadas e até praticadas pelo próprio deus me fizeram assumir totalmente que aquele deus bíblico estava mais para demônio do que para deus; e a maneira com que Jesus trata a própria mãe me fez perder muito do respeito por ele que a minha mãe procurou despertar em mim desde sempre, principalmente explicando que ele está no meu nome porque é o meu padrinho.

Mas, quase a vida toda, eu pouco falava sobre minhas aversões religiosas. Eu não queria magoar ou ofender as pessoas, então meio que inventei um deus que não tinha nada a ver com o deus bíblico e que tinha muito a ver com um amigo imaginário que tive na infância e que me visitava só nos sonhos; deus passou a ser aquele amigo, que mudou de nome e não me visitava mais, mas com quem eu podia até conversar e a quem eu deveria sempre agradecer por tudo que me acontecesse de bom e a quem nunca deveria culpar por nada do que acontecesse de ruim, a mim, ou a qualquer outra pessoa. E dessa forma me privei de pensar muito no assunto.

Mas quando veio a internet e comecei a publicar em blog e a ler e conversar on line com outras pessoas tirei a máscara totalmente. Depois de um tempo, fiquei ainda mais insistente porque comecei a perceber os religiosos muito mais insistentes e a insistência deles me incomodou. Nem gol se fazia mais sem ter que dizer que foi a "mão de deus" que guiou a bola.

          Para completar fiz uma pós em filosofia, então não consegui deixar de prestar atenção na postura dos filósofos que li a respeito do assunto deus, me deu "coceira" e acabei pensando no assunto mais a fundo, e sempre que uma pessoa “metida a escritora” feito eu pensa mais a fundo em alguma coisa acaba escrevendo, então comecei a escrever mais, e a publicar.

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