22 de junho de 2020

QUEM EU SOU


Copiei, na cara dura, uma lista que encontrei no Facebook e ajeitei essa lista para torná-la mais pessoal... mais minha. Não dou crédito porque a pessoa de quem copiei a lista diz que também a adaptou. Então lá vai minha lista, que poderia se chamar Lista do SOU EU.



• Para mim, bandido bom é bandido julgado sem privilégios e de forma imparcial. Deve ser preso preventivamente e por tempo limitado apenas se apresentar perigo à sociedade, o julgamento não pode ser adiado ou demorado por questões econômicas, sociais ou quaisquer diferenças que configurem descaso de uns e privilégios de outros e, se for condenado, o bandido deve cumprir a pena cabível em presídios que priorizem e deem condições para que o detento seja ressocializado.

• Afirmo que criminosos de colarinho branco também são bandidos e têm que ter exatamente o mesmo tratamento que qualquer outro bandido, seja negro, pobre, favelado, analfabeto, o que for. Nunca, em hipótese alguma, um criminoso deve ter privilégios que outros não têm. Cadeia não tem que ter “cela especial”.

• Pedofilia é crime e confundir homossexual com pedófilo deveria ser crime também.

• Não sou pró-família no sentido hipócrita que os “cidadãos de bem” dão a esse termo. Sou pró-família no sentido de que sou favorável ao direito de qualquer pessoa constituir família com quem quiser, como quiser e se quiser.

• Sou favorável à criminalização de pessoas que tentem impedir o relacionamento consensual entre pessoas adultas, independentemente do preconceito ou religião que aleguem como razão para o ato ou discurso preconceituoso.

• Sou contra a erotização de crianças, mas a favor da educação sexual nas escolas. Mais do que a favor, educação sexual nas escolas deve ser obrigatória e incluir lições de não à homofobia.

• Sou terminantemente contra qualquer tipo de abono, auxílio ou privilégio da classe política, ou de qualquer classe trabalhadora que deve apenas receber salários adequados e compatíveis a uma vida digna e confortável. Sem essa de “penduricalhos” como truque para aumentar vencimentos, como fazem com políticos; ou como chantagem para não aumentar salário e vincular rendimentos à obediência, como fazem com os professores.

• Acho que cotas devem existir para pessoas de classes sociais menos favorecidas, para negros, indígenas e pessoas com deficiência, até que a sociedade se torne decente e as cotas não sejam mais necessárias.

• Para mim, os trinta artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos teriam que ser parte central da Constituição e teriam que ser respeitados pelos legisladores e ensinados nas escolas.

• Tenho certeza de que policiais, professores e profissionais da saúde deveriam ganhar mais do que deputados e senadores e as escolas, os hospitais e os presídios deveriam funcionar em prédios mais modernos, bem equipados e bem cuidados do que qualquer Senado, Congresso, Câmara ou Prefeitura.

• Sei que o Estado tem que ser laico e tem que se comportar como tal cuidando de forma efetiva para que todas as religiões sejam respeitadas igualmente sem que nenhuma tenha privilégios que não sejam estendidos a todas. Ser a religião da maioria nunca deve servir como desculpa para diferenças de tratamento, e esse respeito deve ser estendido igualmente aos que não seguem nenhuma religião e aos ateus.

• O feminismo protege a mulher e para mim quem acha o contrário é no mínimo mal-intencionado e deve ser penalizado legalmente por qualquer discurso de ódio à mulher ou apoio ao machismo.

• Acho que o puro preconceito contra qualquer grupo ou etnia deve ser considerado legalmente abominável e passível de pena.

• O aborto deve ser tratado como uma questão de saúde pública, e apenas argumentos e debates científicos especializados poderiam servir como parâmetro para quaisquer restrições a ele.

• Vejo como necessidade primeira a criação e permanência de políticas públicas que beneficiem as minorias, durante todo o tempo em que elas forem necessárias.

• Meritocracia é tema a ser levado em conta apenas quando não houver mais privilégios alheios ao merecimento e quando as ações afirmativas se tornarem desnecessárias.

• O único tipo de debate político envolvendo a questão da homossexualidade a ser aceito tem que ser o que envolver planos de prevenção à violência ou de garantia aos direitos desses cidadãos.

• Sou a favor da educação e saúde públicas de qualidade, universais e gratuitas para toda a população.

• Todos os funcionários públicos e suas famílias, do faxineiro ao presidente, devem utilizar apenas os serviços públicos de saúde e educação para que possam melhor avaliá-los e garantir sua qualidade.

• Teria que haver, junto ao salário mínimo, um teto salarial nacional que oscilasse de acordo com o salário mínimo a fim de garantir que a diferença entre um e outro nunca se tornasse grande a ponto de um dos lados ser roubado do seu direito a uma vida digna.

• A mídia deve ser imparcial, sem carteis e famílias dominantes, priorizar programas educativos e informativos e receber punição legal diante de qualquer abuso para que nunca possa se tornar o quarto poder com mais poder real do que o executivo, como tem acontecido ao longo da história.

• Para mim, deveria haver na Constituição um artigo que especificasse que uma pessoa que tenha manifestado, via ação ou discurso, simpatia, conivência ou apoio a qualquer tipo de pensamento ou ação contrários à Declaração Universal dos Direitos Humanos não poderá se candidatar ou ser eleita a qualquer cargo público.

• A elaboração da Constituição deveria ter como base e não desrespeitar nenhum dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Declaração Universal dos Direitos dos Animais e da ECA.

• Qualquer mudança na Constituição, incluindo emendas, só poderia ser votada depois de passar por plebiscito popular.

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