Copiei,
na cara dura, uma lista que encontrei no Facebook e ajeitei essa lista para torná-la
mais pessoal... mais minha. Não dou crédito porque a pessoa de quem copiei a
lista diz que também a adaptou. Então lá vai minha lista, que poderia se chamar
“Lista do
SOU EU”.
• Para
mim, bandido bom é bandido julgado sem privilégios e de forma imparcial. Deve
ser preso preventivamente e por tempo limitado apenas se apresentar perigo à
sociedade, o julgamento não pode ser adiado ou demorado por questões
econômicas, sociais ou quaisquer diferenças que configurem descaso de uns e
privilégios de outros e, se for condenado, o bandido deve cumprir a pena
cabível em presídios que priorizem e deem condições para que o detento seja
ressocializado.
• Afirmo
que criminosos de colarinho branco também são bandidos e têm que ter exatamente
o mesmo tratamento que qualquer outro bandido, seja negro, pobre, favelado,
analfabeto, o que for. Nunca, em hipótese alguma, um criminoso deve ter
privilégios que outros não têm. Cadeia não tem que ter “cela especial”.
•
Pedofilia é crime e confundir homossexual com pedófilo deveria ser crime
também.
• Não
sou pró-família no sentido hipócrita que os “cidadãos de bem” dão a esse termo.
Sou pró-família no sentido de que sou favorável ao direito de qualquer pessoa
constituir família com quem quiser, como quiser e se quiser.
• Sou
favorável à criminalização de pessoas que tentem impedir o relacionamento
consensual entre pessoas adultas, independentemente do preconceito ou religião
que aleguem como razão para o ato ou discurso preconceituoso.
• Sou
contra a erotização de crianças, mas a favor da educação sexual nas escolas.
Mais do que a favor, educação sexual nas escolas deve ser obrigatória e incluir
lições de não à homofobia.
• Sou
terminantemente contra qualquer tipo de abono, auxílio ou privilégio da classe
política, ou de qualquer classe trabalhadora que deve apenas receber salários
adequados e compatíveis a uma vida digna e confortável. Sem essa de
“penduricalhos” como truque para aumentar vencimentos, como fazem com
políticos; ou como chantagem para não aumentar salário e vincular rendimentos à
obediência, como fazem com os professores.
• Acho
que cotas devem existir para pessoas de classes sociais menos favorecidas, para
negros, indígenas e pessoas com deficiência, até que a sociedade se torne
decente e as cotas não sejam mais necessárias.
• Para
mim, os trinta artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos teriam que
ser parte central da Constituição e teriam que ser respeitados pelos
legisladores e ensinados nas escolas.
• Tenho
certeza de que policiais, professores e profissionais da saúde deveriam ganhar
mais do que deputados e senadores e as escolas, os hospitais e os presídios
deveriam funcionar em prédios mais modernos, bem equipados e bem cuidados do
que qualquer Senado, Congresso, Câmara ou Prefeitura.
• Sei
que o Estado tem que ser laico e tem que se comportar como tal cuidando de
forma efetiva para que todas as religiões sejam respeitadas igualmente sem que
nenhuma tenha privilégios que não sejam estendidos a todas. Ser a religião da
maioria nunca deve servir como desculpa para diferenças de tratamento, e esse
respeito deve ser estendido igualmente aos que não seguem nenhuma religião e
aos ateus.
• O
feminismo protege a mulher e para mim quem acha o contrário é no mínimo
mal-intencionado e deve ser penalizado legalmente por qualquer discurso de ódio
à mulher ou apoio ao machismo.
• Acho
que o puro preconceito contra qualquer grupo ou etnia deve ser considerado
legalmente abominável e passível de pena.
• O
aborto deve ser tratado como uma questão de saúde pública, e apenas argumentos
e debates científicos especializados poderiam servir como parâmetro para
quaisquer restrições a ele.
• Vejo
como necessidade primeira a criação e permanência de políticas públicas que
beneficiem as minorias, durante todo o tempo em que elas forem necessárias.
•
Meritocracia é tema a ser levado em conta apenas quando não houver mais
privilégios alheios ao merecimento e quando as ações afirmativas se tornarem
desnecessárias.
• O
único tipo de debate político envolvendo a questão da homossexualidade a ser
aceito tem que ser o que envolver planos de prevenção à violência ou de
garantia aos direitos desses cidadãos.
• Sou a
favor da educação e saúde públicas de qualidade, universais e gratuitas para
toda a população.
• Todos
os funcionários públicos e suas famílias, do faxineiro ao presidente, devem
utilizar apenas os serviços públicos de saúde e educação para que possam melhor
avaliá-los e garantir sua qualidade.
•
Teria que haver, junto ao salário mínimo, um teto salarial nacional que
oscilasse de acordo com o salário mínimo a fim de garantir que a diferença
entre um e outro nunca se tornasse grande a ponto de um dos lados ser roubado
do seu direito a uma vida digna.
•
A mídia deve ser imparcial, sem carteis e famílias dominantes, priorizar
programas educativos e informativos e receber punição legal diante de qualquer
abuso para que nunca possa se tornar o quarto poder com mais poder real do que
o executivo, como tem acontecido ao longo da história.
•
Para mim, deveria haver na Constituição um artigo que especificasse que uma
pessoa que tenha manifestado, via ação ou discurso, simpatia, conivência ou
apoio a qualquer tipo de pensamento ou ação contrários à Declaração Universal
dos Direitos Humanos não poderá se candidatar ou ser eleita a qualquer cargo
público.
•
A elaboração da Constituição deveria ter como base e não desrespeitar nenhum
dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Declaração
Universal dos Direitos dos Animais e da ECA.
•
Qualquer mudança na Constituição, incluindo emendas, só poderia ser votada
depois de passar por plebiscito popular.
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