(Escrito antes do Bozobosta)
A arma não é vilã por si só; arma
é um instrumento de morte e o ser humano não é fundamentalmente bom. Toda uma
cultura, toda uma história, toda uma base educacional, e até mesmo posição geográfica
e extensão territorial tem que estar envolvidas na análise desses assuntos. Não
é simplesmente botar armas nas mãos das pessoas que vai melhorar uma sociedade;
pelo contrário na maioria dos casos, se não em todos.
Arma nas mãos dos cidadãos não
inibe a atividade dos bandidos, da mesma forma que a pena de morte não diminui
a criminalidade. Foucault, no livro "Vigiar e punir" já mostra isso.
O que diminui a criminalidade é melhor qualidade de educação e melhor
distribuição de renda, não é ter arma em casa ou condenar pessoas à morte.
Arma na mão de cidadãos comuns
não me parece segurança, parece mais perigo. E ter pena de morte não me parece
ser algo que torna um país melhor. Nos EUA temos tristes notícias de crianças e
adolescentes matando colegas de escola, o caso da escola daqui do Rio foi
imitação de uma “moda”. Imitação de uma "moda" que começou nos EUA,
onde arma é permitida.
Pena de morte também, na minha
visão, não é prova de progresso, pelo contrário, é prova de barbárie. Nos EUA,
mesmo com toda a "perfeição" da lei, volta e meia se ouve falar em
inocentes que foram condenados. E não precisa ter muitos não, na minha opinião,
se tiver um só já é muito.
Não estou dizendo que o Brasil
seja melhor, longe de mim dizer isso de um lugar onde a impunidade corre solta
e a lei só pega preto e pobre. Estou dizendo que mesmo nos países civilizados,
armas nas mãos de cidadãos comuns causam muitos problemas, alguns deles bem
sérios.
Se são poucos os casos e ter arma
vale a pena mesmo correndo o risco, acho que é uma opinião um tanto quanto
discutível. Cabe perguntar quantas crianças mortas é preciso ter para se considerar
os “poucos” casos como muitos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário